Após morte de jovem, militares são afastados de patrulhamento em favela
Oito militares de patrulha que atuava na Vila Cruzeiro deixaram as atividades.
Adolescente morreu na noite de segunda; Exército e polícia apuram o caso.
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Os militares envolvidos na morte de um adolescente de 15 anos na Favela Vila Cruzeiro, na Penha, na Zona Norte do Rio, foram afastados das atividades de patrulhamento. A informação foi confirmada na tarde desta terça-feira (27) pelo chefe de comunicação social da Força de Pacificação, coronel Malbatan Leal.
Segundo a Força de Pacificação, o Exército investiga o caso. As armas usadas pelos militares serão recolhidas e uma perícia será feita para saber de onde partiu o tiro que matou o adolescente.
Segundo o coronel Malbatan, os oito militares que atuavam na patrulha no momento da morte do jovem estão à disposição dos oficiais que conduzem as investigações do Inquérito Policial Militar, que deve ser concluído em até 40 dias.
A Polícia Civil também investiga o caso, que ocorreu na noite de segunda-feira (26). O jovem foi morto durante um confronto entre traficantes e soldados da Força de Pacificação que patrulhavam a comunidade.
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, o delegado José Pedro Costa da Silva, titular da 22ª DP (Penha), busca mais informações sobre o caso.
O enterro do jovem está previsto para as 15h de quarta-feira (28), no Cemitério de Irajá, no subúrbio da cidade.
Atitude suspeita
Na noite de segunda, militares estavam na localidade conhecida como Mirante da Chatuba quando perceberam a presença de três homens que estariam em atitude suspeita.
Na noite de segunda, militares estavam na localidade conhecida como Mirante da Chatuba quando perceberam a presença de três homens que estariam em atitude suspeita.
Ainda de acordo com a Força de Pacificação, quando os homens notaram a aproximação dos militares, fugiram e atiraram contra os soldados. Houve revide, e um dos tiros atingiu o jovem de 15 anos que estava com os outros dois homens. Ele chegou a ser levado para o Hospital Getúlio Vargas, também na Penha, mas não resistiu.
"O comandante da patrulha realizou dois tiros de advertência para cima. Houve, inclusive, a realização de um tiro de borracha e, aí, em função dos tiros que a patrulha estava sofrendo, foram realizados tiros de auto proteção", explicou o coronel Malbatan Leal, chefe de comunicação da Força de Pacificação.
Com o adolescente não foram encontradas drogas e nem armas. Segundo familiares, o adolescente estava a poucos metros de casa quando foi atingido no abdômen. Os outros dois homens conseguiram fugir.
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